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Pónei Português

Pónei Português

O Pónei da Terceira é a quarta raça equina autóctone Portuguesa, tendo sido reconhecida, pelas entidades oficiais, a 27 de janeiro de 2014. São animais de pequenas dimensões, com proporções muito corretas e equilibradas, confundindo-se com um puro sangue Lusitano em ponto pequeno. A história desta raça não é fácil de compilar, dada a falta de elementos escritos.

Análises moleculares demonstraram que geneticamente os parentes mais próximos do Pónei da Terceira são, para além de algumas raças existentes na Península Ibérica, raças da América do Sul, nomeadamente as raças
Paso Fino de Porto Rico e Criollo da Venezuela, pelo que se crê que sejam descendentes de animais trazidos para o arquipélago aquando dos descobrimentos, e da sua seleção continuada por parte dos Terceirenses que, objetivamente, escolheram os animais de menor porte.

Existem abundantes testemunhos orais que associam esta raça à identidade cultural da ilha Terceira, tendo sido durante muitos anos o meio de transporte de pessoas e mercadorias (peixe, pão, leite e lenha). São inúmeros os relatos que enaltecem a resistência física, coragem e capacidade de sofrimento destes animais que engatados a uma carroça, a um arado ou a uma grade iam desempenhando as suas funções com paciência e dedicação.

No passado e até meados do século XX, o seu número era bastante elevado na ilha Terceira sendo frequentemente exportados para outras ilhas onde desempenhavam tarefas na lavoura. A sua posse era motivo de reconhecido orgulho, sendo apresentados, com frequência, nos diferentes certames organizados pelas autoridades distritais, e pelas organizações de festas populares. Exemplo e prova deste facto é a existência de um diploma com medalha, atribuído a uma Pónei afilhada com 1,11m de altura pela Junta Geral do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo a 27 de Junho de 1924, aquando da Exposição Pecuária realizada por ocasião das Festas da Cidade.
Com o aparecimento de novas práticas agrícolas e cruzamentos indevidos com cavalos de maiores dimensões, a maioria dos animais existentes foram sendo abastardados. Foi a persistente procura, pelo Prof. Artur da Câmara Machado, de animais semelhantes àqueles com que aprendeu a montar e
da conservação e cruzamento dos mesmos que permitiu perpetuar este recurso genético, que encontra atualmente a sustentabilidade na sua nova função: o desporto equestre e a formação de jovens cavaleiros.